Ballets de Repertório


São peças de ballet clássico que contam uma história, usando de dança, música e "mis en scene" (mímica).


Eles foram escritos, montados e encenados pela primeira vez na época "áurea" do ballet clássico, na época do romantismo e neoclassicismo das artes. Até hoje esses Ballets são encenados de forma bem aproximada à original, no que se refere à música, às coreografias, histórias, figurinos, etc.





A Bela Adormecida


Era um dia de grande festa no reino: o batizado da Princesa Aurora, para qual foram convidadas todas as fadas, que seriam madrinhas do bebê. Os reis estavam em seus tronos, prontos para receberem as visitas que começavam a chegar, umas voando, outras em carruagens, sempre acompanhadas por dois pajens que traziam os presentes para a princesinha. 

No meio da grande alegria, quando as fadas madrinhas dançavam em volta do beicinho de ouro admirando a beleza da menina e o rei e a rainha estavam cheios de satisfação, aparece uma nuvem negra, entrando pelas portas e janelas da sala do trono , assustando a todos . Ouviu-se um enorme barulho de trovão e um empregado aparece anunciando a chegada de Carabosse, que estava zangadíssima com os esquecimentos dos reis, querendo, também, participar da festa da princesinha.


O rei certifica-se de que não a havia convidado e tenta explicar-lhe, como se tivesse sido um engano de seu auxiliar, encarregado dos convites. Carabosse, porém não está disposta a perdoá-lo e dirige-se a ele ameaçando-o por essa falha. Aproxima-se do berço da princesinha e diz para todos, que, mesmo não tendo sido convidada, ela estava ali e também queria dar seu presente à Aurora; um fuso, um objeto pontudo como se fosse um grande alfinete. Seu desejo era que a princesa crescesse forte e bonita, mas logo teria seu dedo espetado por aquele ou outro alfinete e então morreria. Depois de jogar seu feitiço, a fada má foi embora, deixando com todos uma grande tristeza, até que a fada Lilás, os acalmou dizendo que tinha o poder de dar mais um presente à afilhada: a promessa de que a maldade não seria satisfeita por completo, ela não morreria quando se espetasse, mas dormiria um sono profundo de cem anos e só despertaria com o beijo de um príncipe. 

O tempo passou, quinze anos em que os reis cercaram a filha de proteção e cuidado. Estava preparando sua festa de aniversário e durante todo esse tempo ninguém mais falou sobre o presente e o desejo de Carabosse. A princesa Aurora nada sabia dessa história, pois seus pais não queriam amedrontá-la e para afastá-la do perigo, ordenou que todos os objetos pontudos que pudessem espetá-la fossem retirados do reino. 

Chegou o dia do grande baile dos quinze anos de Aurora e, nessa festa ela ia conhecer quatro príncipes que vinham pedi-la em casamento e escolher aquele com quem iria se casar. Todos quatro estavam encantados com a sua beleza e ela dançou e se divertiu muito com eles sem , porém , preocupar-se com o casamento. Estava maravilhada com a festa, a música, os convidados e aproveitava todos os momentos para lembrá-los por toda a vida .

De repente, para surpresa geral, uma das jovens convidadas se transforma em uma velha dama vestida de preto, trazendo um presente para princesa debaixo de sua capa: um fuso de ouro. O rei e seus amigos se amedrontam com o presente da velha e Aurora não entende porquê do medo e do susto, pois tanto a velha quanto o presente pareciam inofensivos. Como nunca tinha visto nada como aquele objeto, a princesa o aceita o interesse, sem saber o perigo que estava correndo.

Dança entre os convidados segurando e brincando com a novidade que ganhara, deixando seus pais e os convidados paralisados de pavor. Tentaram tirar o objeto de suas mãos, mas no meio da brincadeira, ela espeta o dedo na ponta afiada do fuso e pouco a pouco vai caindo como se estivesse desmaiando. 

A dama desconhecida era Carabosse, que saiu da festa satisfeita, vendo que seu feitiço estava realizado, deixando, os reis e os príncipes desolados. Nesse momento aparece a fada Lilás para cumprir sua promessa feita no dia do batizado; com sua varinha mágica ela faz parar o tempo e não só a princesa, mas toda a corte, adormecem por cem anos. 

O tempo passou e todos continuaram dormindo no castelo, cercado por uma grande floresta que a fada lilás fez crescer para escondê-lo. 

Em outro reino muito distante, morava o príncipe Florimund, que vivia com seus amigos divertindo-se em cassadas. Apesar de suas amizades, o príncipe se sentia só e triste por não Ter ainda encontrado um amor. Um dia, ao descansar embaixo de uma árvore no bosque, o príncipe[a sonhou com um grande lago , com um barco em forma de concha e dentro dele a fada Lilás, que lhe disse saber o que se passava no seu coração e prometia transformar sua vida em uma linda realidade. Contou-lhe então, contou-lhe a história de Aurora e com sua varinha mágica fez com que ele em seu sonho. Ele se encanta com a visão e desperta decidido a encontrá-la, beijá-la e fazê-la reviver através do seu amor. Pede à fada Lilás que o leve ao seu encontro, e ela oferecendo-lhe o seu barco, ensina-lhe o caminho do reino encantado .

Na viagem, o príncipe enfrenta uma série de perigos preparados por Carabosse, que já sabia da sua intenção de desencantar a princesa; pela força do seu amor, porém, consegue chegar até o castelo e se assusta ao ver que realmente todos estão dormindo. A fada Lilás, que já estava lá a sua espera, leva-o até o lugar onde está A Bela Adormecida, coberta por um véu. O príncipe, ao ver Aurora, mais bonita ali na realidade do q1eu em seu sonho, beija o seu rosto e aos poucos ela vai acordando ; ao se olharem , os dois descobrem ter encontrado o verdadeiro amor. 

O feitiço havia terminado. O castelo e os jardins voltam a ser os mesmos de cem anos atrás e todos acordam como se tivessem dormido apenas uma noite. O príncipe pede Aurora em casamento e o rei aceita e concorda em realizar a cerimônia imediatamente. Outra grande festa é organizada no castelo e como tudo isso fora obra da fada Lilás, todos os seus amigos das histórias de fadas comparecem ao casamento: O Gato de Botas com uma gata branca, Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau, Cinderela e o Príncipe, A Bela e a Fera, O Pássaro Azul e a Princesa encantada, o Pequeno Polegar e muitos outros. 


Foi uma festa maravilhosa. Aurora dançou toda a noite com o seu noivo. acordada e feliz graças ao seu amor.









 



Coppélia


Ato I 

Praça de uma cidade da Cracóvia. Swanilda está enciumada: seu noivo, Frantz, parece estar apaixonado pela suposta filha de um fabricante de bonecos, o Dr. Coppelius. Coppélia, porém, não passa de uma boneca que faz o movimento de atirar beijos, no que é respondida por Frantz. Swanilda o surpreende nessa atitude e ameaça romper o noivado. Para provar sua indiferença, dança uma czarda com os amigos. Ela recolhe a chave que o Dr. Coppelius deixara inadvertidamente cair e chama as amigas. Temeroso, o grupo abre a porta e entra na loja do misterioso velhinho. 

​Ato II 

Interior da loja. Coppélia está sentada entre outros bonecos, tendo um livro nas mãos. Ao se aproximarem, Swanilda e as amigas descobrem que ela é uma boneca . Aliviadas colocam todos os bonecos em movimento. Coppelius interrompe furioso e põem todas em fuga; menos Swanilda, que resolve pregar uma peça no velho vestindo-se com as roupas da boneca e assumindo o seu lugar. Entra Fratz , em busca da “filha” de Coppelius. Este aproveita a oportunidade para tentar realizar um sonho: através de passes mágicos transferir a vida de alguém para a sua Coppélia. Ele força Frantz a beber até que fique embriagado. Realiza então uma série de passes cabalísticos, Swanilda entra na brincadeira e finge ganhar vida, deixando o velho enlouquecido com suas danças . Por fim, preocupada com o noivo, resolve acabar com o jogo e revela sua identidade. Coppelius desmaia e a dupla foge. 

Ato Final
Esse ato é na verdade um brilhante divertimento.

Os vilarinhos estão reunidos para celebrar a benção do sino da igreja e o casamento de Fratz e Swanilda. O Dr. Coppelius entra furioso exigindo uma indenização dos prejuízos causados em sua loja. O Burgomestre entrega-lhe uma bolsa e o balé se encerra em clima de alegria e confraternização geral.







Giselle


Ficha Geral

Nome: Giselle, ballet dividido em dois atos.

Coreografia: Jules Perrot e Jean Coralli.

Música: Adolphe Adam. 





Ato I

Alemanha. Um quente raio de sol abre o dia. É época da vindima. Num canto, meio escondida entre a vegetação, encontra-se uma cabana de camponês humilde e simples. Ao longe, em cima do rochedo, vê-se uma destas habitações feudais, onde o Duque Albrecht, lá do alto, viu passar uma doce e charmosa criatura. É Giselle, filha de Berthe. Albrecht, apaixonado, veste-se de vindimador e vai morar em frente da cabana de Giselle. Giselle acredita ser ele apenas um rapaz da vila chamado Loys e apaixona-se por ele.


É de manhã e os camponeses partem para a vindima. Entra em cena Hilarion, o jovem guarda-caças da vila, que também está loucamente apaixonado por Giselle. Ele se dirige à casa dela e encontra com Berthe. O jovem Duque sai de sua cabana acompanhado de seu criado Wilfrid, que insiste para que Albrecht (Loys) não prossiga com este namoro, mas ele persiste, pois está encantado e ordena a seu criado para deixá-lo. Loys aproxima-se da cabana de Giselle, bate na porta e se esconde. A porta se abre. É Giselle que sai, ágil e alegre como todos os corações puros. "Ela vai dançar, pois não dança desde ontem". Eles se encontram mas Hilarion interrompe o idílio de Giselle, lembrando seu amor por ela. Mas Giselle, apaixonada por Loys, repele Hilarion e, juntando-se alegremente às suas amigas e companheiros, comemoram o fim da colheita das uvas. Berthe, sua mãe, sai a sua procura.


Ao vê-la adverte, pois Giselle é frágil do coração. A fadiga, as emoções lhe serão fatais: "Você acabará morrendo e irá se transformar em uma Willi, e irá ao baile mágico onde levará os viajantes na ronda fatal. Você será uma vampira da dança". Assim, Giselle é forçada a entrar na cabana. Soam as trompas de caça e Wilfrid aparece para avisar ao seu senhor que um grupo de nobres se aproxima. Hilarion observa, e na primeira oportunidade, entra na cabana de Loys, a fim de desvendar o mistério que o cerca. o grupo de caça chega, junto com o príncipe e sua filha Bathilde, noiva de Albretch (Loys). O calor do dia os incomoda e procuram aquele lugar para descansar. Bathilde se encanta com a dança de Giselle e descobrindo que ela está comprometida e apaixonada, dá-lhe um colar de presente.


Eles se retiram, o Príncipe ordena que deixem uma trompa para chamá-los em caso de necessidade. Isso faz com que Hilarion compare os brasões da trompa com os da espada de Loys. Finalmente, tendo em mãos a oportunidade de desmascarar Loys, Hilarion espera o momento em que todos estão presentes e conta toda a verdade. Giselle não acredita. Hilarion, então, toca a trompa e aparece o Príncipe acompanhado de Bathilde. Loys (Albrecht), fica perplexo e confuso, mas quando Bathilde declara que Albrecht é seu noivo, o choque tira a razão de Giselle. Uma sombra de delírio a invade. É a loucura. Giselle, por um momento, revive seu amor por Loys, mas a dor é grande e tomando a espada, crava-a em seu corpo. 

Ato II

Soa a meia noite sob a terra fria da floresta. Lugar sinistro, de árvores com troncos torcidos e entrelaçados, que possui uma atmosfera de suspiros e lágrimas. É o lugar onde se passa o baile mágico da Willis. Elas são os espíritos das jovens que foram enganadas e morreram antes do dia do seu casamento. Elas se reúnem ali e obrigam jovens rapazes a dançar até a morte. É meia noite, hora lúgubre, e Hilarion está ali de vigília na sepultura de Giselle. Surge uma sombra transparente e pálida. É Mirtha, a rainha das Willis. Ela evoca forças e com um galho de alecrim toca todos os cantos, fazendo surgir outras Willis que se agrupam graciosamente em torno dela. Neste momento, elas tiram Giselle de sua sepultura para iniciá-la em seus ritos. Ela dança com suas graciosas irmãs, mas um barulho ao longe faz com que todas Willis se dispersem e escondam no bosque. É Albrecht, que chega trazendo flores. Giselle surge para ele. O seu amor por ele ainda vive... Albrecht tenta pegá-la mas ela desaparece... Ele sai à sua procura... Neste momento, Hilarion é pego pelas Willis. Mirtha, a rainha, ordena-o a dançar até a exaustão, fazendo-o cair nas profundezas do lago. As Willis começam então uma orgia alegre, dirigida por sua rainha triunfante, quando uma delas descobre Albretch e o traz para o círculo mágico. Mas no momento em que Mirtha vai tocá-lo, Giselle se lança na frente de Albretch, protegendo-o. Giselle leva-o à proteção da cruz em seu túmulo, mas Mirtha usa seu poder sobre Giselle para forçá-la a dançar.


Albrecht não suporta e abandona a cruz que o preservava da morte e aproxima-se de Giselle. Eles dançam até que Albrecht cai de exaustão. Mas neste momento surge a aurora, quebrando o poder da Willis. O amor de Giselle por Albrecht salva-o.


La Fille mal Gardée



Ficha Geral



Nome: La Fille mal Gardée, bailado pantomima em dois atos e três quadros.
 
Estréia: Foi representado pela primeira vez em Bordéus em 1786. 
Coreografia: Poema e coreografia de Dauberval.
 
Música: Primeiramente era uma seleção de trechos populares. Mais tarde a peça recebeu uma partitura completa de Ferdinand Hérold. 
Bailarinos da estréia: Anna Pavlova, com grande estrela como Lisa e Pierre Vladimirof como Colas.
 
Personagens: Simone, dona de uma próspera fazenda; Lisa sua filha; Colas, jovem camponês, apaixonado por Lisa; Thomas, rico vinhateiro; Alain, seu filho; o notário da Aldeia. 

História 
O enredo é muito simples, pois trata do desejo da mãe em ver a filha casada com um ricaço, ridículo, e que em nada pode despertar o amor. A filha ama um camponês pobre. Aliás, esse bailado já foi apresentado com o título A Inútil Precaução, usado por muitas obras, inclusive como subtítulo da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. 

Ato I

O primeiro ato representa uma pequena aldeia, tendo a um lado a fazenda da viúva Simone. O dia amanhece. Lisa sua filha está apaixonada por Colas, um jovem camponês das redondezas. A mãe, entretanto, planeja casá-la com Alain, cujo pai, Thomas, possui um vinhedo e é muito rico. O primeiro ato transcorre numa série de qüiproquós e confusões, com os dois jovens apaixonados procurando fugir da severa vigilância materna. Destacam-se a dança das galinhas e dos gatos, no início; a dança da fita de Lisa; e o pas de deux de Lisa e Colas com a fita. 

Ato II 
O segundo ato nos apresenta um trigal. A colheita foi feita e dos festejam alegremente. Thomas, querendo impressionar, trouxe um carrinho puxado por um pônei, onde coloca Lisa. Mas Alain é um perfeito imbecil. Uma tempestade dispersa a festa. Alain é arrastado pela força do vento. 

Ato III 
O terceiro ato representa o interior da fazenda de Simone. Ela e a filha estão chegando encharcadas pela chuva. Simone tranca a porta e coloca a chuva, numa enorme corrente, dentro do bolso de sua saia. Em seguida, vai à troca fiar, e Lisa a ajuda a enrolar o fio. Logo, a velha adormece. Lisa tenta tirar a chave, mas a mãe acorda. Toma de um pandeiro, e as duas põem-se a dançar. Simone volta a dormir. Surge Colas no postigo da porta. Os dois jovens se beijam e se abraçam. Percebendo que Simone está acordando, Colas fecha o postigo, e Lisa volta a dançar. Batem à porta. São os aldeões que vêm a cobrar pelas suas jornadas. Simone lhes paga. Dança dos aldeões. Simone sai com os trabalhadores, mas deixa Lisa trancada. De repente, Colas surge do meio do monte de feixes. Os enamorados trocam juras de amor e seus lenços. Percebendo que Simone está de volta, Lisa esconde-o um quarto em cima da escada. A jovem finge que está varrendo, mas a velha desconfia de algo ao ver o lenço e pergunta onde arranjou.

Lisa fica confusa, e Simone a tranca no mesmo quarto em que estava Colas. Batem à porta. Chegam Thomas, Alain e o notário da aldeia para celebrar o contato nupcial. Alain chama os camponeses para presenciarem a assinatura do contrato. Simone diz que Alain pode ir buscar a noiva no quarto, mas, assim que ele começa a subir a escada, Colas lhe barra o caminho. Em seguida surge Lisa. Os jovens se ajoelham e pedem que os deixem casar-se. O notário e os camponeses também intercedem por eles. A final, Simone dá seu consentimento, para sua tristeza para tristeza de Thomas e Alain. O bailado termina com uma alegre festa rústica, depois de um pas de deux dos noivos.



O Corsário


Ato I

Primeira Cena 
Uma praça de Adrianopla. No centro, o mercado de escravos. Muita animação na praça. Contratado e seus piratas também estão ali. Medora, de um balcão, joga uma flor para Conrado, que lhe dirige um ardente olhar. Isaac Laqueden é tutor de Medora e um mercador de escravos.


Os dois se dirigem ao bazar. Entra o séquito do Paxá Seid, que deseja aumentar seu harém. Descobre Medora, quer comprá-la. A princípio, o judeu recusa, mas depois concorda. Os homens de Conrado cercam o judeu e Seid, enquanto Conrado foge com Medora. Depois, os piratas carregam as escravas. Segunda Cena- Um subterrâneo com tesouros. Conrado apresenta a Medora os seus tesouros e lhe diz que tudo será dela em troca de seu amor.


Logo depois, Birbante e os outros piratas entram trazendo Isaac. Dança das escravas. Medora pede o Conrado que liberte as escravas, mas os piratas querem repartir-las entre si. Conrado submete birbante a seus pés. As escravas são libertadas. Conrado e Medora se retiram. Disposto a vingar-se, Birbante trama um plano com judeu. Prepara um poderoso narcótico, que será dado a Conrado por uma jovem. Quando o pirata toma a bebida, logo cai adormecido. Os piratas se ponderam das escravas, e Medora é levada por Isaac. Contudo, antes de partir, Medora deixa um bilhete na mão de Conrado. 

Ato II
Palácio do paxá na ilha de Cós. Salão de Banhos das mulheres do soberano. As mulheres estão entregues a seus banhos e enfeites. O paxá ainda está muito aborrecido com o que lhe aconteceu no bazar. Gulnara o provoca, e o soberano ordena que dê em umas bastonadas. Entra o judeu com Medora, coberta com um véu. Quando o paxá a vê, fica realmente radiante. Medora pede justiça, mas o paxá ordena que seja pago o preço ao judeu. Medora toma de um punhal e põe Isaac em fuga. É anunciada a chegada de uma leva de peregrinos a Meca, chefiados por um velho que pede hospitalidade ao paxá, que concede.


Quando o paxá ordena que Medora seja levada para seu quarto, o velho tira seu disfarce, aparecendo Conrado. O corsário toca sua corneta, e todos os peregrinos se transformam em piratas armados. Gulnara, perseguida por Birbante, pede proteção a Conrado. Medora lhe conta que foi ele quem a entregou ao judeu. Quando Conrado vai matá-lo, Medora intercede, e Birbante aproveita para fugir. O paxá volta com reforços prende Conrado, condenado-o à morte. 

Ato III
Aposentado do paxá. O Paxá Seid diz a Medora que aceite casar-se com ele que a vida de Conrado será poupada. Como a jovem recusa, o paxá faz um sinal e entra o corsário a caminho do suplício. Medora, então, concorda. O paxá os deixa a sós. Conrado não aceita as condições, mas entra Gulmara que diz que tem um plano, e que confiem nela. Ao voltar o paxá, os dois dizem que estão de acordo com a proposta. O soberano, satisfeito manda preparar uma grande festa de casamento.


A noiva entra coberta com um grande véu. Percebe-se que se trata de Gulnara. Concluída a cerimônia, o paxá coloca um anel no dedo da jovem. Nos aposentos do paxá, quando o véu é retirado, surge Medora, que dança para ele. Medora consegue pegar as pistolas e o punhal do soberano e o amara. Ao bater meia-noite, entra Conrado por uma janela e leva Medora com ele. Seid consegue se libertar e toca o gongo. Todos acorrem, mas é tarde.


O casal de enamorados já fugiu para o navio do corsário. Gulnara mostra o anel provando que sua esposa. Segunda Cena- a bordo de um navio. Conrado e Medora estão abraçados na ponte do navio e preparam-se para comemorar sua fuga, quando desencadeia-se uma tempestade. Um raio atinge o barco, que se parte, e naufraga.



Raymonda


Ficha Geral
Nome: Raymonda, um bailado em três atos. 
Estréia: 19 de janeiro de 1898, no Teatro Maryinsky em São Petersburgo (Rússia). 
Coreografia: Marius Petipa. 
Libreto: Lydia Pashkova e do próprio coreógrafo. 
Música: Alexander Gluzanov. 
Bailarinos de estréia: Pavel Gerdt, como Abderakhman, Pierina Legnani, como Raymonda e Segei Legat como Jean de Brienne. 

Observações

'Raymonda' surgiu a partir da idéia de misturar a cultura medieval com o exotismo oriental, após sucessos como 'O Lago dos Cisnes' e “La Bayadére’. Assim pensaram em ambientar o bailado durante as Cruzadas, onde uma mulher fosse amada por dois homens e o choque de culturas pudesse ser explorada ao máximo. A partir destes itens o libreto de ‘Raymonda’ foi escrito por Lydia Pashkova, que não foi muito bem aceito por Vsevolojski, diretor do Teatro Imperial, que o reescreveu junto com Marius Petipa”. Havia grandes incoerências históricas, que mesmo com pequena correção ainda apresentam deficiências. O Cavaleiro Jean de Brienne só aparece no final conflito dramático, ou seja, já no final do II ato.

O mesmo acontece com seu rival, o sarraceno Abderakhman, que só entra em cena como personagem real no II ato, e em todas as suas entradas, fascinado por Raymonda, tenta conquistá-la, mesmo que à força. Assim os personagens acabam por se tornar um pouco exangues.

A própria Raymonda não apresenta qualquer profundidade dramática. Petipa queria que o II ato se passasse em Córdoba ou Granada. Em suas notas encontramos: O sarraceno decide raptar Raymonda e levá-la consigo para a Espanha. Foi prevendo isto que compôs a 'suíte oriental'do II ato. A protagonista deveria inclusive participar dela, envergando trajes mouros. Petipa desejava ainda acrescentar uma quarta personagem, a bela Galiana, que seria a sedutora antagonista da prisioneira provençal. Petipa teve porém que renunciar aos seus projetos e adequar-se ao enredo mais convencional de Lydia Pashkova e de Ivan Alexandrovich Vsevolojski. 

História 
A ação se desenrola no século XIII.


Ato I 

No Palácio de Raymonda prepara-se a festa do aniversário de Raymonda, sobrinha da Condessa Sybil de Daurice, da França. Todos dançam alegres e despreocupados. Entra a Condessa, que repreende os convivas por sua ociosidade. Mostra-lhes a estátua da Dama Branca, uma antepassada sua, que castiga os que se mostram infiéis às tradições da família. O Cavaleiro Jean de Brienne vem despedir-se da noiva, Raymonda. Ele está de partida para uma cruzada chefiada pelo Rei André II, da Hungria. Cai a noite. Surge diante de Raymonda o fantasma da Dama Branca, que conduz a jovem ao Reino Mágico da Fantasia, onde Jean de Brienne a espera. Eles dançam felizes. Repentinamente Jean desaparecer. Surge em seu lugar um desconhecido e exótico Cavaleiro Oriental, que faz uma apaixonada declaração de amor à encantada Raymonda. Esta, assustada, desfalece. Com a chegada da aurora, a jovem desperta e conclui que as visões foram uma premonição de seu destino. 

Ato II

No castelo dos Daurice Uma festa está em andamento. Os convidados vão chegando, entre eles o cavaleiro sarraceno Abderakhman, com enorme comitiva. Assustada, Raymonda reconhece nele o misterioso cavaleiro dos seus sonhos. Abderakhman oferece à jovem poder e riqueza em troca da sua mão. Enfurecido ao ver-se repelido por Raymonda, ele decide raptá-la. Nesse exato momento entram Jean de Brienne e os cavaleiros, que retornam da cruzada, tendo à frente o Rei Andrei II. O rei propõe que Jean e Abderakhman decidam seu destino em um duelo. Jean de Brienne sai vencedor. Ele e Raymonda estão novamente juntos. 

Ato III

Parque do castelo de Jean de Brienne Comemoração das bodas de Jean e Raymonda. Desfile dos convidados. Andrei II abençoa os noivos. Os festejos terminam com um grande baile húngaro em homenagem ao rei.



A Filha do Faraó
 

Ficha Geral

Nome: A Filha do Faraó (Balé em 3 atos e 7 cenas, com prólogo e epílogo).
Estréia: 19 de Janeiro de 1862, no Teatro Maryinski em São Petersburgo (Rússia).
Coreografia: Marius Petipa
Música: Cesare Pugni
Libreto: Lydia Pashkova e do próprio coreógrafo




História

Ato I
Prólogo: Lorde Wilson é um arqueólogo inglês. Numa expedição ao Egito, ele e seu serviçal, John Bull, são convidados para visitarem a tenda de alguns mercadores. No entanto, o local é atingido por uma tempestade de areia e subitamente, os dois amigos se vêem no interior de uma pirâmide. Abalado, Lorde Wilson fuma ópio e adormece.
 
Cena 1: Eis que, de repente, surge uma princesa egípcia, Aspícia . Ela transforma os exploradores ingleses também em egípcios. Lorde Wilson e John Bull são, agora, Ta-Hor e Passiphonte.

Cena 2: Na Floresta, Aspícia acompanha seus cervos em uma caçada. Ela é atacada por um leão e Ta-Hor a salva. Os dois se apaixonam. Neste momento, o Faraó aparece e manda prenderem o jovem por abraçar sua filha.
 
Cena 3: De volta ao templo, o Faraó faz um acordo para casar Aspícia com o Rei de Núbia mesmo contra a vontade da filha. Durante a cerimônia, Ta-Hor se liberta e salva a moça do matrimônio indesejado. Os dois fogem. O Faraó e o Rei vão atrás para capturar a noiva e o amante dela. 

Ato II
Cena 4 : Ta- Hor e Aspícia escondem-se em uma cabana de pescadores à beira do Rio Nilo. Ele sai pra pescar com os outros moradores e deixa Aspícia sozinha. Ela é então, surpreendida pelo Rei da Núbia, que a ameaça caso não retorne para o reino com ele. Sem pensar duas vezes, a jovem mergulha no rio, deixando claro que prefere morrer a casar-se com ele. Quando Ta-Hor e Passiphonte voltam à cabana, o Rei os captura.
Cena 5: Aspícia chega ao fundo do mãe, lugar de confluência de vários rios que dançam para ela. Ela também encontra o Deus do Nilo, que a permite voltar à terra para encontrar o seu amado. 

Ato III
Cena 6: Os pescadores encontram a princesa na beira do rio, justo quando Ta- Hor está prestes a ser condenado à morte sob a acusação de ter provocado a morte de Aspícia.
Cena 7: De volta ao palácio egípcio, a jovem culpa o Rei da Núbia por sua tentativa de suicídio e implora a seu pai para que Ta- Hor seja libertado. Ao ter o pedido negado, ela tenta se suicidar mais uma vez. Para impedir o feito, o Faraó volta atrás e finalmente abençoa a união do casal.
Epílogo: Neste momento, Lorde Wilson acorda ao lado do sarcófago de Aspícia e percebe que todas as emoções vividas no Egito Antigo não passaram de um sonho.



Dom Quixote
 

Ficha Geral 
Nome: Dom Quixote, ballet em três atos baseado na obra homônima de Miguel de Cervantes.
Estréia: 26 de Dezembro de 1869, no Teatro Bolshoi pelo Ballet Imperial.


Coreografia: Marius Petipa e Alexander Gorsky. 
Figurinos: Vadim Rindim. 
Cenários: Vadim Rindim. 
Iluminação: Natasha Katz. 
Música: Ludwing Minkus. 
Bailarinos de estréia: Anna Sobeshenskaya (Kitri), Serguei Sokolov (Basilio). 

História 

Prólogo: Levado pela visão de Dulcinéia, Dom Quixote começa sua aventura ao lado de seu fiel escudeiro Sancho Panza. 

Ato I
Sevilha. Kitri, a filha de Lorenzo, está apaixonada por Basilio, mas descobre que seu pai quer casá-la com Gamache, um nobre. Dom Quixote e Sancho Panza entram na vila, provocando grande comoção. Ao olhar para Kitri, Dom Quixote pensa que achou sua Dulcinéia. Movidos pela idéia do casamento arranjado, Kitri e Basilio, aconselhados por Espada e Mercedes, decidem seguir Dom Quixote e Sancho Panza. Gamache e Lorenzo perseguem o casal. 

Ato II
Cena 1: Acampamento cigano. Dom Quixote e Sancho Panza descobrem o casal fugitivo em um amigável acampamento cigano. Todos estão inspirados pelo clima de romance da noite. A visão de Dulcinéia aparece novamente para Dom Quixote, que percebe que Kitri não é sua idealizada, e que pertence a Basílio. De repente o vento ganha ímpeto. Dom Quixote então ataca os moinhos de vento, pensando que são gigantes ameaçando a segurança de Dulcinéia. Se sentindo miserável, ele cai em sono profundo. 

Cena 2: O sonho. Dom Quixote tem um sonho encantado com belas moças, onde a imagem de Kitri simboliza sua Dulcinéia. 

Cena 3: É Aurora. Lorenzo e Gamache interrompem o sonho de Dom Quixote. Simpatizante do amor do jovem casal, Dom Quixote diz o caminho errado para os homens. 

Cena 4: A taverna. Finalmente descoberta, Kitri é forçada por Lorenzo a aceitar o casamento com Gamache. O frustrado Basílio comete 'suicídio'. Sem saber da farsa, Kitri implora que Dom Quixote convença Lorenzo a desposar o 'cadáver'. Então Basilio 'ressucita'. Kitri vai se arrumar para o casamento enquanto Dom Quixote e Basílio agradecem Lorenzo e Gamache por terem aceitado o inevitável. 

Ato III

O casamento. A vila celebra o matrimônio. Dom Quixote congratula o casal, dá um caloroso adeus e continua suas aventuras.



Harlequinade

Ballet em 3 atos e cinco cenas Coreografia: Oleg Vinogradov depois Marius Petipa.
Encenação: Alla Malycheva.
Música: Riccardo Drigo.
Cenário: Simon Pastukh.
Figurino: Galina Solovieva.


1ª apresentação: Teatro de Hermitage de São Petersburgo, em 10 de fevereiro de 1900. 

É o pico do carnaval de Veneza, um dia que vinha apenas uma vez um ano. Os trajes bonitos, farristas mascarados, música, dança... Colombina está no balcão de sua casa, prestando atenção à agitação das preparações finais para as festividades. Após fugir da casa, ela desaparece na multidão mascarada de farrista dançando. O pai Colombina, Cassandre agarra-a pela mão e tenta conduzi-la para trás da casa e impedir que ela se junte à celebração. Ela tem que esperar seu noivo, o mercante rico Leandre. Cassandre determina que Colombina se casará com Leandre. Entretanto, Colombina está apaixonada pelo simples e bom de coração, arlequin, e opõe-se ao plano de seu pai a casar-se com Leandre. Cassandre trava a porta e ordena que seu empregado Pierrô não dê a chave a ninguém. 

O amigo de Colombina, Pierretta, que foi incapaz de encontrar Colombina no carnaval, encontra finalmente Colombina sozinha em seu balcão, e fica sabendo que Pierrô tem a chave. Com um beijo, ela consegue pegar a chave de Pierrô. O bom de coração de Colombina, arlequin e seus amigos que não poderiam encontrá-la no carnaval, vêm à casa e cantam um linda serenata à Colombina. Pierretta abre a porta para arlequin, e arlequin Colombina têm finalmente uma possibilidade compartilharem juntos alguns momentos felizes. 

Apenas Cassandre retorna para casa e encontra Colombina nos braços de arlequin, e ele fica muito irritado. Ele encontrou um noivo maravilhoso para sua filha e determina que ela se case com o homem que ele escolheu. Cassandre ordena que seus empregados retirem Harlequin da casa, e ordena-os mais uma vez que Colombina não saia de casa. Harlequin está muito decepcionado. Ele pensa como tirar Colombina da casa e salvá-la, e de como conseguir a permissão de Cassandre para casar-se com ela. 

A rainha do carnaval, Fierina, chega na praça da cidade, carregada por empregados em um palanque. Ela pergunta com mágoa por arlequin, "porque você chora no meio do carnaval?". Ele conta sua triste história a Fierina, e ela oferece ajudar-lhe. Convida-o a juntar-se aos soldados que a acompanham. 

Entretanto, uma figura cômica que carrega um bandolim aproxima da casa de Cassandre. Nada mais é do que Leandre, quem Cassandre escolheu para casar-se com Colombina. Ele veio tentar atrair a atenção de Colombina com uma serenata. Entretanto, suas raras tentativas de romance não trazem nada mais do que risos de Colombina. Cassandre faz o melhor para certificar-se que sua filha escute o dissonante Leandre, mas Colombina tampa as suas orelhas, e redobra sua determinação para encontrar uma maneira se escapar do balcão. 

Neste momento, os empregados avisam que um importante visitante chegou. O convidado de Cassandre é Fierina, rainha do carnaval. Fierina pergunta a Cassandre se ele arranjou um casamento para sua filha. Cassandre traz o noivo de Colombina, Leandre, mas Colombina aparece nesse momento e expressa sua objeção à escolha do seu pai, dizendo que está apaixonada por arlequin. 

Cassandre diz que não pode consentir o seu casamento com arlequin porque ele não tem nada. Fierina informa-o que arlequin recebeu uma grande herança. arlequin carrega uma grande caixa de jóias, e quando a abrir. Cassandre se surpreende com o magnífico conteúdo. Insultado, Leandre começa a brigar com arlequin. arlequin ganha a luta. Agora não existe nenhum obstáculo à felicidade de Colombina. Os dois amantes oferecem sua gratidão a Fierina e o carnaval continua.



La Sylphide

Ficha Geral
Nome: La Sylphide.
Música: Frederic Chopin (arranjos do piano orquestrados po Alexandre Glazunov, Igor Stravinsky, Anatole Liadov, Nicolas Sokolov e Sergei Taneyev). 
Coreografia: Michel Fokine.
Cenários e roupas: Alexandre Benois.
Estréia: Dia 2 de junho de 1909, pelo Ballets Russes em Paris (Theatre du Châtelet).


Bailarinos da estréia: Tama Karsavina, Vaslav Nijinsky, Anna Pavlova, Alexandra Baldina. 

O ballet 'La Sylphide' estreou em 1832 como um dos primeiros gritos de um movimento juvenil que lutava contra o sistema da época. Ele assustou os estabelecimentos de dança e foi visto como a voz de uma nova geração, que igualmente à técnica tinha um potente caráter expressional no que dizia respeito à angústia e à raiva. 

La Sylphide introduziu o mundo da dança na Era Romântica, uma geração de artistas jovens que revolucionaram o ballet com seu desprezo à realidade e paixão pela ilusão. Com a Revolução Francesa em 1789, o Estado do qual os bailarinos e artistas do Leste Europeu dependiam tanto desapareceu. E esta nova geração, respondendo à opressão e anonimato da Revolução Industrial, tiveram as cabeças voltadas à um mundo de sonhos, algum lugar oposto à desagradável realidade. 

Foi o primeiro ballet a exprimir com sucesso a filosofia Romântica. Um herói prestes à viver feliz para sempre, que de repente joga tudo para o alto em busca da verdadeira felicidade - uma busca que se mostra improdutiva. 

James, um camponês escocês, está prestes a se casar com uma camponesa chamada Effie. Uma Sílfide se apaixona por James no dia de seu casamento. Ela se torna visível para ele, e ele também corresponde a seu amor, deixando sua noiva, parentes e os convidados do casamento para fugir com a Sílfide. James, um simples mortal, percebe que é impossível mantê-la como uma mortal. Madge, uma bruxa, percebe a aflição de James e o oferece um lenço mágico que deve ser amarrado nos quadris na Sílfide. Ele diz que isto fará suas asas caírem e assim ela não poderá voar. A esperança de James ter a Sílfide como sua para sempre é destruído quando ela cai no chão, morta. 

Os amigos da Sílfide e as Sílfs aparecem e a tomam. A Sílfide morre em seus braços enquanto James, triste, vê tudo. As Sílfs a deixam no ar e a levam embora. De longe, James percebe que Effie está se casando com outro homem. Madge entra e confronta o raivoso James. Ele tenta assassiná-la, mas Madge o enfeitiça com um sopro e o mata. Madge alegra-se por sua vitória e então o ballet termina. 

Não é um costumeiro final feliz, mas foi este ballet que influenciou uma geração que mudou a cara da dança, com a criação de tanta coragem e belas ilusões.




O Quebra-Nozes
 

Ficha Geral
Nome: Quebra-nozes.
Estréia: teve sua primeira apresentação no dia 18 de dezembro de 1892.


Coreografia: A coreografia original é creditada normalmente a Marius Petipa e seu assistente Leon Ivanov.
Bailarinos de estréia: Depois de mais de 50 anos de história, um dos mais marcantes "Quebra-nozes" foi realizado em 1954 no New York City Ballet, com coreografia de George Balanchine. Este Ballet foi apresentado por Rudolf Nureyev, Royal Swedish Ballet (1967) e England's Royal ballet (1968) e Mikhail Baryshnikov, American Ballet Theatre (1976). Com tantas produções deste ballet, ele se tornou um dos mais lembrados no repertório clássico de natal, no teatro , no balé e no gelo. 

História 

A história se passa na Europa Oriental, durante o século XIX. Um médico e prefeito da cidade, Jans Stahlbaum se maravilha ao realizar um Natal para sua família e amigos. Seus dois filhos, Clara e Fritz, esperam ansiosos por seus convidados. A neve traz uma atmosfera festiva enquanto os convidados chegam. Atrasado, como sempre, chega Herr Drosselmeyer, padrinho de Clara, que chega com grande festa. Ele entrete todos os espectadores com seus bonecos dançantes. Todas as crianças recebem presentes.


​Com um pouco de inveja, Clara pergunta a Drosselmeyer por seu presente. Ele brinca com ela e depois a oferece um presente bem diferente, um quebra-nozes. Encantada, Clara logo se fascina pelo brinquedo. Seu irmão rouba seu presente e o quebra, deixando Clara desapontada. Drosselmeyer conserta o pobre quebra-nozes, mas Clara ainda está desapontada. Mas o padrinho promete que tudo ficará bem. A noite chega e os convidados começam a deixar a casa. Clara vai para a cama, mas ela acorda de repente no meio da noite e vê que seu querido Quebra-Nozes tomar vida. Ó não! Surgem ratos malvados de todos os lados! Eles estão sendo comandados pelo Rei dos Ratos, que corajosamente é derrotado pelo quebra-nozes.


De lá eles são transportados para uma terra de magia, numa embarcação especial. Lá o Quebra-Nozes se transforma num encantador Príncipe. Eles atravessam uma terra encantada onde encontram os dançantes flocos de neve. Avisada pelos anjinhos, a Fada Açucarada fica sabendo que o príncipe e sua acompanhante chegam, e assim convoca todo o povo de seu Reino dos Doces. Ao chegar, o príncipe conta suas aventuras como quebra-nozes, e em seguida os dois são deliciados com as mais gostosas guloseimas, com todos os personagens do reino dos doces dançando para eles. Ao final, Clara acorda e percebe que tudo foi um sonho. E que sonho maravilhoso!!!




Romeu e Julieta
 

Ficha Geral
Nome: Romeu e Julieta, balé em três atos e treze cenas. 
Estréia: 11 de janeiro de 1940, no teatro do Kirov, em Leningrado. 
Coreografia: Kenneth MacMillan, depois de Lavrovsky, assim como outros; Romeu e Juliate é uma das histórias que possuem mais versões em ballet.
 
Música: Sergei Prokofiev. 
Bailarinos da estréia: galina Ulianova (Julieta) e Constantin Sergueyev (Romeu). 

História

Ato I

Cena 1: No mercado de Verona Romeu, filho dos Montéquio, tenta sem sucesso declarar seu amor a Rosalina e é consolado por seus amigos Mercúrio e Benvolio. As pessoas começam a se encontrar no mercado, e uma discussão ocorre entre Tebaldo, sobrinho dos Capuleto, e Romeu e seus amigos. Os Capuletos e os Montéquio são inimigos eternos, e por isso, logo se inicia uma briga. Os Montéquios e os Capuleto lutram entre si, até que são interrompidos pela chegada do Príncipe de Verona, que tenta dar fim à hostilidade existente entre as duas famílias. 

Cena 2:
A sala de Julieta na casa dos Capuleto Julieta, brincando com sua ama, é interrompida por seus pais. Eles a apresentam a Paris, um rico e jovem nobre que pediu sua mão em casamento. 

Cena 3:
Fora da casa dos Capuleto Os convidados chegam para o baile oferecido pela família. Romeu, Mercúrio e Benvolio se disfarçam com máscaras e decidem ir em busca de Rosalina. 

Cena 4:
O salão de bailes Romeu e seus amigos chegam no clímax da festa. Os convidados vêem Julieta dançando; Mercúrio, vendo que Romeu está hipnotizado por ela, decide distrair sua atenção. Tebaldo reconhece Romeu e ordena que deixe o salão, mas um Capuleto intervém e o acolhe como convidado em sua casa. 

Cena 5:
Fora da casa dos Capuleto Enquanto os convidados deixam o salão, o Capuleto reprime Tebaldo por perseguir Romeu. 

Cena 6:
O balcão de Julieta Sem conseguir dormir, Julieta fica em seu balcão pensando em Romeu, quando ele de repente aparece no jardim. Eles então confessam o amor que sentem um pelo outro. 

Ato II

Cena 1:
O mercado de Verona Romeu só consegue pensar em Julieta e, vendo um cortejo de casamento passar, ele sonha no dia em que vai desposá-la. Enquanto isso, a ama de Julieta se espreme no meio da multidão para entregar uma carta para Romeu. Ele lê e recebe o "sim" de Julieta para o casamento. 

Cena 2:
A capela Os amantes se casam secretamente com Frei Lourenço, que espera que assim se acabe a intriga entre os Motéquio e os Capuleto. 

Cena 3:
O mercado de Verona Interrompendo a farra, Tebaldo luta com Mercúrio e o mata. Romeu vinga-se da morte de seu amigo e é exilado. 

Ato III

Cena 1:
O quarto Na aurora de um novo dia, a agitação na casa dos Capuleto é muita, e Romeu deve ir embora. Ele abraça Julieta e parte no momento em que os pais de Julieta aparecem com Paris. Julieta recusa-se a casar com ele, e, magoado com sua recusa, ele a deixa. Os pais de Julieta se aborrecem e ameaçam deserdar a filha. Julieta vai ao encontro de Frei Lourenço. 

Cena 2: 
A capela Julieta cai nos pés do frei e implora por sua ajuda. Ele lhe dá um frasco com uma poção que a fará dormir, de maneira que todos pensem que é morta. Seus pais, acreditando estar ela realmente moribunda, irão enterrá-la no mausoléu da família. Enquanto isso Romeu, avisado pelo Frei Lourenço, irá voltar à noite para buscá-la e juntos fugirem de Verona. 

Cena 3:
O quarto Esta noite, Julieta aceita que Paris a despose, mas na manhã seguinte, quando seus pais chegam com Paris, percebem que ela está morta. 

Cena 4:
O mausoléu dos Capuleto Romeu, não avisado pela mensagem do Frei, volta à Verona atordoado com a notícia da morte de sua amada. Disfarçado como um monge, ele entra no mausoléu e, vendo Paris sobre o corpo de Julieta, o mata. Acreditando que ela está morta, Romeu se envenena. Julieta acorda, e vendo seu Romeu sem vida, se suicida também com um punhal, pois não pode viver sem seu grande amor.



Carmen
 

Ato I 
Numa praça em Sevilha. A casa dos guardas. Em frente da praça situa-se uma fábrica de tabaco. Morales e outros soldados na praça divertem-se observando as pessoas que passam e cantam « Sur la place chacun passe ». Micaëla, uma bela moça entra à procura de Don José. Morales informa que Don José não está naquela esquadra, mas que virá com a próxima companhia de guarda. Entretanto os soldados ficariam encantados se ela ficasse à espera passando o tempo com eles divertindo-se, Micaëla resiste ao convite dizendo que virá mais tarde. Com a mudança dos guardas, Zuniga e Don José chegam acompanhados por um grupo de crianças em marcha que os imita satiricamente. Morales sem demora conta a Don José sobre a visita da bela moça. Don José dá-se conta que só pode ser Micaëla. 

O tenente Zunigar recém chegado na cidade está particularmente interessado nas moças que trabalham na fabrica de tabaco, e pergunta a Don José se as moças são bonitas. Don José que não gosta tanto das mulheres da Andalucia responde dizendo que ele não dá nenhuma atenção às moças. Nisso toca o sino da fábrica e as moças dos cigarros aparecem na praça para o intervalo do almoço, onde todos os homens excluindo Don José as apreciam.

As moças cantam que o amor dos homens é como o fumo dos cigarros delas. Subitamente os homens dizem: mas não vimos a Carmencita! Finalmente a fascinante moça cigana Carmen aparece, e deixa claro a todos que ela não está para ser apreciada pelos homens da praça. Carmen excita a multidão dos admiradores, canta o amor, e diz que o amor é imprevisível e não obedece nenhuma lei; é como um pássaro rebelde. (Habanera « L’amour est un oiseau rebelle »), depois do canto ela concentra atenção ao único homem da multidão que não lhe prestou nenhuma atenção: Don José. Com um gesto provocat ivo ela lança uma rosa vermelha para Don José. « Quelle effronterie ».

Don José sente-se chateado e excitado ao mesmo tempo. Micaëla entra. Don José rapidamente esconde a flor na sua túnica. Micaëla vira-se e entrega-lhe para além de dinheiro uma carta e um beijinho por parte da mãe. Na carta, recebida através de Micaëla, que é órfã e foi criada pela mãe de Don José, ele lê que a mãe pede para ele voltar para o campo e casar-se com a Micaëla. 

Don José decide concordar com a mãe dizendo que fará tudo o que ela desejar, que voltará para casa e casará com Micaëla, acreditando assim que o estranho encanto que teve por Carmen terá passado. 

O tempo passou e todos continuaram dormindo no castelo , cercado por uma grande floresta que a fada lilás fez crescer para escondê-lo. 

De repente há uma briga dentro da fabrica de tabaco. Zuniga manda Don José ver o que se passa. Carmen lutou com uma moça feriu-lhe na cara com uma faca. Zuniga pergunta a cigana se ela fez esse acto. Muita segura de si Carmen não responde e põe-se a cantarolar baixinho. Ela recusa-se a responder as interrogações de Zuniga. Este dá ordem a Don José para que lhe amarre as mãos e leve-a a prisão. 

Enquanto Zuniga ausenta-se no interior da barraca para escrever a condenação, Carmen e Don José ficam sós. Ela seduz Don José e convida para irem divertir-se na barraca do amigo Lillas Pastias « Seguidilla – Prés de rampar de Seville». Assim diz a Don José para fazer de conta que vai atar fortemente as mãos dela, ao irem à prisão ela vai empurrar-lhe e ele deixa-se cair e assim ela fugirá. Don José atraído por Carmen obedece. Don José é preso quando se descobre que Carmem escapou. 

Ato II
Na taverna de Lillas Patias. Fora da cidade: é noite. Carmen com as amigas, Frasquita e Mercedés, estão a distrair a gente da cidade; os ciganos dançam ao canto da Carmen. Pastia quer fechar sua taverna pois é tarde, Zuniga tenta sem sucesso falar com as moças para irem ao teatro com ele, Carmen soube que Don José que esteve preso por sua culpa quando descobriram que ele deixo-a fugir, acabou de sair da prisão. As pessoas ouvem tiros e gritos do lado de fora, elogiando o famoso toireador Escamillo. Ao entrar na taverna Escamillo descreve-se como um bom toireador cantando o famoso canto do toireador. Sente-se logo atraído por Carmen. Mas ela não o encoraja mas ele diz que vai esperar e ter fé. A multidão acompanha-o enquanto ele sai pois ele deixa Carmen com as suas duas amigas e os dois contrabandistas El Dancairo e o El Remendado. 

Os contrabandistas fazem a lista de tarefa das três moças na nova aventura que estão planeando. Frasquita e Mercedés estão ansiosas, mas Carmen diz que não pode participar porque está apaixonada. Os homens tentam convencer-lhe que seu namorado se junte ao grupo. Quando ouvem Don José que se aproxima cantando eles saem. Carmen expressa a alegria de ver-lo a dançar para ele. Quando de longe soa uma trompeta, Don José diz que deve partir para o quartel. Ela fica furiosa a acusa Don José não ter nenhum amor por ela, e provoca uma tensão entre os dois. Don José pega na flor escondida na sua túnica e diz que ele guardou aquela flor desde o primeiro dia que se encontraram. Carmen pede uma prova incondicional de seu amor: pede a Don José para fugir o serviço militar para viverem a mesma vida com ela e os amigos.

Ele sente-se mal com essa sugestão apesar de gostar dela, e finalmente decide não abandonar o serviço militar. Zuniga entra, pois tinha prometido a Carmen que voltaria, pensando encontra-la só. Com ar es de desprezo para com o seu subordinado Don José, ele fica incontrolavelmente raivoso ao encontra-los juntos, e provoca Don José. Don José tira a sua baioneta contra o seu superior. Os ciganos e os contrabandistas, convocados por Carmen, separam a briga, desarmam o oficial nervoso e o acompanham até à porta com uma certa cortesia irónica. Don José nessas condições não tem outra alternativa senão fugir do serviço militar, viver em perigo com os contrabandistas, e uma liberdade fora da lei. 

Ato III
Um lugar selvagem dos ciganos nas montanhas. O campo dos ciganos e contrabandistas, fica num lugar rodeado de rochas. Os contrabandistas vêm de todos os cantos carregando mercadoria para o contrabando. Eles descansam depois duma longa caminhada em direcção a Sevilha. Don José está com muito remorso por ter desonrado o seu uniforme de soldado e a sua mãe, e pensa com nostalgia na mãe que vive numa aldeia perto do lugar onde se encontram. Carmen faz troça dele. Ela mostra que está cansada dele, mas ele ainda faz ciúmes por ela. Mecedés e Frasquita lêem o futuro nas cartas. Alegria e amor para uma, e um casamento lucrativo porém com viuvez precoce para outra. Carmen junta-se às duas. « Voyons, que j’esseie à mon tour…En vain éviter les réponses amères » tenta ler sua sorte. Não importa quantas vezes lê as cartas elas dizem a mesma coisa, morte para ela, e em seguida Don José. 

Os contrabandistas identificaram os guardas aduaneiros da rampa de Sevilha. Carmen, Frasquita e Mercedés sabem qual é a acção delas. El Dancaïro chama as três moças pois precisam delas para distrair os guardas oficiais. Ele dá ordens a Don José para ficar de guarda no campo. Micaëla aparece, a procura de Don José. Antes de Don José se aperceber da presença da Micëla ele dispara com uma espingarda contra alguém que se aproxima do campo. Micaëla esconde-se. Escamillo aparece.

Ele diz a Don José que vem ao encontro da Carmen, pois ouviu dizer que ela está cansada do actual namorado. Don José revela que o tal namorado é ele mesmo, assim põem-se a lutar. Os contrabandistas voltam e separam a luta. Escamilho convida todo o grupo para assistir a batalha dos toireadores de Sevilha onde ele vai ser o protagonista. Eles descobrem a presença da Micëla escondida num canto. Ela diz a Don José que a mãe está morrendo, ele deve partir para ver a mãe, obrigado a deixar Carmen, concorda partir para ver a mãe, mas, pro mete a Carmen que voltará. Escamillo, convenceu-se que o romance com a Carmen está conquistado com a partida de Don José, assim sai do campo cantando a distância a sua canção do toireador vencedor. 

Ato IV
Fora do prédio em Sevillha. A cena é colorida, com muitas actividades festivas, com muitos gritos dos vendedores das ruas. Os toureiros entram entusiasmados e são acolhidos com gritos e assobios da multidão. Escamillo entra com Carmen esplendidamente vestida de braços dados. Ele deixa Carmen fora e vai ao ringue. Frasquita e Mercedés dizem a Carmen que viram Don José no meio da multidão. Carmen diz que não tem medo dele. Don José aparece e confronta-se com Carmen, e mais uma vez declara o amor dele por ela e tenta convencê-la a fugir com ele. Ela recusa, e diz que a história do amor deles são águas passadas. Quando gritos e assobios se ouvem da arena, Carmen tira o anel que Don José ofereceu e atira com desdenho para o chão. Cheio de ciúmes Don José tira uma faca do bolso e esfaqueia Carmen até a morte, no mesmo momento em que Escamillo está sendo felicitado por sua vitória. Quando os amigos da Carmen aparem no lugar do drama Don José grita: fui eu quem a matou, podem-me prender, matei a minha Carmen adorada



Esmeralda
 

Ballet em 3 atos e cinco cenas  

Ato I – O pátio dos milagres ao entardecer. 
Os mendigos encontram-se em uma algazarra geral , sobre a presidência de Clopin, o rei dos mendigos . O poeta Piere de Gringoire é trazido a sua presença . Os outros o revistam , e como só encontram um poema nos seus bolsos , ficam irritados . Clopin condena Gringoire à morte . Dá-lhe , contudo , a opção de se encontrar uma mulher que queira desposá-lo , e será livre . Ninguém se apresenta. 

Nesse momento, entra Esmeralda, a cigana. A jovem se compadece da situação do poeta e concorda em casar-se com ele. Segue uma dança para comemorar o consórcio. Frollo se aproxima de Clopin e lhe confessa que ama Esmeralda . O chefe concorda em ceder a cigana. Frollo confessa seu amor a Esmeralda. Ouve-se o toque de recolher . 

Frollo chama Quasímodo( o corcunda) para ajudá-lo a pegar Esmeralda . Os dois se atiram sobre a cigana. Nesse momento entra uma guarda com Phoebus à frente. Frollo consegue fugir e Quasímodo é preso. 

Esmeralda e Phoebus trocam olhares , e a jovem lhe conta sua vida . Esmeralda intercede pelo corcunda e consegue sua libertação . A cigana foge dos beijos e abraços do capitão, levando consigo uma faixa de Phoebus. 

Ato II – Cena 1 – O quarto de Esmeralda. 
A cigana entra, com a faixa de Phoebus na mão. Com o olhar perdido, forma o nome do capitão com umas letras na mesa. Entra Gringoire, julgando que aquele abandono de Esmeralda significa amor por ele. Tenta agarrá-la, mais ela se livra, toma um punhal e o ameaça. Esmeralda diz que só o desposou por piedade. Gringoire fica decepcionado. 

Pouco depois aparecem Frollo e Quasímodo. Frollo declara seu amor por Esmeralda, mas esta mostra o nome de Phoebus. Esmeralda foge. Frollo sai-lhe ao encalço, mas surge Gringoire. Frollo tenta apunhalá-lo, mas é detido por Quasímodo, que jura vingar-se de Phoebus. 

Cena 2 - Jardim da mansão de Gondelaurier, onde fazem os preparativos para o casamento de Fleur de Lys com Phoebus . 

Fleur de Lys dança com suas amigas. Entra o noivo, que beija, indiferente, a mão da prometida. 

Esmeralda vem dançar, acompanhada por Gringoire. Phoebus demonstra seu sentimento, o que enfurece a noiva, principalmente depois que vê a faixa de Phoebus com a cigana. Fleur de Lys arrebata a faixa de Esmeralda , mas cai ao chão, desmaiada. Enquanto a levam para casa, Gringoire protege a saída de Esmeralda, seguido depois por Phoebus. 

Ato III - Cena 1 - Aposento em uma taberna. 

Entra Clopin, com um archote a mão seguido por Frollo. Clopin indica um esconderijo e Frollo entra ali, com um punhal. 

Pouco depois chegam Phoebus e Esmeralda. O capitão pergunta a jovem como ela pode amar dois homens ao mesmo tempo. Esmeralda, tomando uma pluma e soprando-a, diz que seu amor é como uma pluma ao vento. 

Ciumento, Frollo salta sobre os dois com um punhal na mão. Phoebus puxa Esmeralda para um quarto. Ouvem-se um tiro e a queda de um corpo. Frollo sai correndo e salta pela janela. Esmeralda cai ao chão desmaiada. Clopin invade o recinto seguido por outras pessoas. Acusa Esmeralda pelo assassinato. A cigana é presa, apesar de seus protestos. 

Cena 2 - as margens do rio Sena; à direita, uma prisão . 

Esmeralda é levada para o cárcere pelos soldados. Gringore fica horrorizado ao saber que a jovem foi condenada à morte. Entra o cortejo do Rei dos Loucos, com Quasímodo nos ombros dos mendigos e vagabundos. Esmeralda é levada para a execução. 

Frollo propõe salvá-la se ela casar-se com ele. Nesse momento surge Phoebus, que declara Esmeralda inocente. Aponta Frollo como autor do atentado contra ele . Esmeralda volta a si e declara seu amor a Phoebus. Frollo fica louco e tenta apunha-lar a jovem. Quasímodo tira-lhe o punhal e mata-o. O bailado termina com todos festejando a libertação de Esmeralda.




La Bayadère
 

Ficha Geral

Nome : La Bayadére, ballet em três atos e 5 cenas.
Estréia: 04 de fevereiro de 1877, no Teatro Marijinsky de São Petersburgo.

Coreografia: Marius Petipa, e mais tarde natalia makarova e Rudolph Nureyev.
Músicas: Ludwig Minkus.
Bailarinos da estréia: Ekaterina Vazem (Nikiya), Lev Ivanos (Solor), Christian Johannsen (Rajá) e Maria Gorshenkova (Gamzatti). 

História 


Ato I 

Cena 1: No Exterior do Templo Hindu Solor, jovem guerreiro, após uma caçada bem sucedida, envia seu servo ao Rajá levando-lhe de presente um trigre por ele morto. Solor permanece no exterior do templo com a esperança de ver sua amada, Nikiya. O Sacerdote Brâmane tenta demonstrar seu amor à Bailadeira, porém é rejeitado. Magdaveya, um faquir, avisa Nikiya que Solor está a sua espera. Ela deixa o templo e vai ao encontro de Solor, que procura induzir Nikiya a fugir com ele. Ela consente, mas obriga o rapaz a jurar fidelidade diante do fogo sagrado. O Sacerdote Brâmane surpreende a conversa entre os dois, e jura vingar-se. 

Cena 2: No Palácio do Rajá O Rajá sente-se muito satisfeito com o presente que Solor lhe traz e oferece-lhe a mão da própria filha em casamento, a linda Gamzatti. O guerreiro temendo recusar essa grande honra e cativado pela beleza de Gamzatti, esquece o voto feito a Nikiya. O Sacerdote Brâmane vem ao palácio e conta ao Rajá o namoro de Solor com Nikiya. Sabendo da intenção do Rajá em casar sua filha com Solor, Nikiya vai ao palácio e revela a Gamzatti seu amor por ele e implorando-lhe que o deixe para ela. Gamzatti tenta comprar Nikiya com jóias e presentes. Nikiya recusa e num acesso de desespero ameaça Gamzatti com um punhal. Chocada com seu próprio gesto foge apavorada. Gamzatti jura que Solor será seu e com a ajuda de sua aia planeja uma terrível vingança. 

Cena 3: A Festa do Noivado A festa de noivado. Na celebração do noivado de Solor e Gamzatti, o Rajá ordena que Nikiya dance com as demais bailadeiras. Durante a dança a aia lhe oferece uma cesta de flores na qual se esconde uma serpente venenosa. Nikiya é mordida e agoniza. O Sacerdote Brâmane se prontifica a salvá-la caso ela aceite pertence-lhe. Após ver Solor com Gamzatti, a jovem recusa, e morre. 

Ato II

O Reino das Sombras Solor acha-se tomado de pesar e remorso pela morte da amada. Magdaveya, querendo distraí-lo daquelas sombrias disposições, lhe dá ópio para fumar. Solor adormece e sonha que, em companhia de Nikiya, visita uma terra desconhecida. A seus olhos apresentam-se os espectros da bailadeiras. Por fim ele encontra Nikiya entre elas e jura que nunca mais tornará a abandoná-la. 

Ato III

O Ritual do Casamento Dentro do templo de Buda, Solor, atormentado, é levado a se casar com Gamzatti, quebrando seu juramento a Nikiya. A profecia da Bailadeira realiza-se, acontece uma terrível trovoada e o templo cai em ruínas. Dos escombros aprece Nikiya, que vem buscar Solor para viverem seu amor na eternidade




O Lago dos Cisnes
 

Ficha Geral
Nome: O lago dos Cisnes- Ballet em quatro atos baseado na versão francesa de um conto de fadas alemão.

Música: Piotr IIyich Tchaikovsky. 
Coreografia: Primeira coreografia por Julius Reisinger. Segunda coreografia e de sucesso por Marius Petipa ( atos I e III) e Lev Ivanov ( ato II e IV).
Estréia: Primeira apresentação em Moscou a 4 de maio de 1877, no Bolshoi Theater (versão de Reisinger). Segunda versão a estrear somente em 27 de janeiro de 1895, no Marijinsky Theater, em São Petersburgo.
Elenco de estréia: Pierina Legnani (Odette-Odile), Pavel Gerdt (Príncipe Siegfried), Alexander Oblakov (Benno), Alexei Bulgakov (Von Rothbart). 

História 

Ato I
Uma campina próxima ao castelo. É tarde. O Príncipe Siegfried organizou uma caçada para celebrar seu vigésimo primeiro aniversário. Os trabalhadores tiveram folga e organizaram um piquenique que o Príncipe prometeu ir, mas este foi interrompido pela Rainha, sua mãe, que o lembrou que era seu dever nesta sua maioridade de escolher uma noiva entre seis princesas. Quando o sol vai se pondo os trabalhadores vão indo embora. O Príncipe, triste em pensar que sua liberdade iria embora foi animado por Benno, que avistou alguns cisnes. O Príncipe, pensando que a noite é uma criança, vai à busca deles, e os outros caçadores vão embora. 

Ato II
Algumas horas depois, à beira do lago. Enquanto o Príncipe Siegfried adentra a floresta para caçar, vê um belo cisne a voar. Ele cuidadosamente o mira, mas, para sua surpresa, o pássaro se transforma na mais linda das moças, e ele se esconde por entre as árvores para observá-la. Incapaz de conter sua curiosidade, ele aparece e a assusta. Ele assegura que nenhum mal irá fazer para com ela e a pede que explique o fenômeno que acabara de presenciar. Impressionada por sua gentileza, Odette revela a história de sua situação. Ela conta que é uma Princesa nascida em berço de outro que foi enfeitiçada por um feiticeiro malvado e agora sua sina é ser um cisne ; apenas em algumas horas do escuro é que ela se transforma em humana.

​O lago em que habita foi formado pelas lágrimas de sua mãe. Ela conta que está condenada para a eternidade, e somente se um jovem virgem jurar eterna fidelidade a ela e desposá-la, só assim ela se libertará. Mas, se ele a trair, então ela permanecerá um cisne para sempre. Neste momento o feiticeiro aparece. O Príncipe apaixonado pega seu arco e flecha, mas Odette imediatamente protege o feiticeiro com seu corpo, pois sabe que se ele for morto antes do feitiço ser quebrado, também ela morrerá. O feiticeiro desaparece, e Odette se esconde na floresta. Siegfried percebe que seu destino está agora mudado. A alvorada começa a aparecer Odette é tomada mais uma vez pelo feitiço, retornando a seu disfarce de cisne. Siegfried vai embora desesperado. 

Ato III 
A noite seguinte, no Salão de Festas. Convidados de muitas realezas aparecem para a festa de aniversário, incluindo as seis princesas e seus dotes, de que a Rainha Mãe escolhera como elegíveis esposas para a mão de seu filho. A Rainha ordena que o entretenimento comece, e então convida as princesas a dançar. O Príncipe dança com cada uma. Sua mãe então o ordena que se decida, mas ainda com a memória de Odette, ele recusa todas, para desgosto da mãe. A fanfarra anuncia então a chegada do Barão Von Rothbart com sua filha Odile. Siegfried, que se encanta com a beleza de Odile é seduzido por sua semelhança com Odette, e declara seu amor e fidelidade a ela. Rothbart e Odile, triunfantes, revelam sua decepção, e Siegrfried percebe que foi vítima de um plano malvado. Ele corre então no meio da noite. 

Ato IV
À noite na beira do lago. Todos os cisnes estão ansiosos pelo desaparecimento de Odette. Ela aparece e conta do plano de Rothbart, dizendo que antes do amanhecer ela deve morrer. Houve-se o barulho de um trovão. Siegfried a acha e implora seu perdão. Enquanto o amanhecer se aproxima, Rothbart aparece mais uma vez disfarçado de feiticeiro. Odette conta a Siegfried que ela deve se matar, ou então será eternamente um cisne. Siegfried, sabendo que seu destino está mudado para sempre, declara que ele irá morrer com ela, assim quebrando o poder de Rothbart. Os apaixonados se jogam no lago. Rothbart recebe um choque mortal e todo o seu poder está acabado. Enfim, o casal estará unido para sempre na vida após a morte.




Paquita
 

Ficha Geral
Nome: Paquita.

Músico: Edouard Delvedez.

Coreografia: J. mazilier e Marius Petipa.

Estréia: Paris, teatro Imperial de Música (atual Ópera de Paris) em 01/04/1846.

Bailado: Em dois atos e três cenas.




História 

A história transcorre em Saragoza, na Espanha. Em uma festa na casa de Dom Lopezestão todos sentados esperando a dança dos ciganos. Dom Lopez tenta aproximar Lucien, seu filho, da filha do governador. Os dois jovens não gostam muito da idéia. Entra Paquita, a cigana, e Inigo, o chefe dos ciganos e começam a dançar.

Paquita e Lucien trocam olhares. Ao acabar a dança, Inigo pede a Paquita para passar o chapéu entre os convidados. Ela não gosta e Inigo ameaça bater-lhe, quando Lucien surge na sua frente. Inigo percebe o interesse de Lucien em Paquita. O governador chama Inigo e juntos tramam a morte de Lucien, combinando de usar Paquita para atraí-lo. Paquita e Lucien encontram-se a sós e ele pede a ela que fuja com ele. Ela, assustada, não aceita. Todos vão embora, e Lucien diz que irá depois, porque os ciganos darão uma festa em sua homenagem. Enquanto isso, Inigo e o governador estão tramando a morte de Lucien.

Quando Paquita escuta que eles colocarão veneno na bebida do jovem, eles se retiram e, Paqu ita, nervosa, faz barulho. Inigo a surpreende, mas ela o convence que acabara de entrar. Entra Lucien, que pede abrigo a Inigo, que concorda. Paquita tenta avisá-lo por sinais de que corre perigo. Inigo pede que Paquita prepare a refeição. Lucien se dá conta do perigo. Durante o jantar, Paquita mostrará o que ele pode beber ou não. Ao chegar a bebida envenenada, Paquita derruba uns pratos e, na confusão, ela troca os copos. Logo depois, Inigo adormece.

Os dois fogem, pois os guardas do governador iriam chegar para matar Lucien. Os dois vão até a casa do Conde de Hervilly, onde contam que o governador tramou tudo com o cigano. Paquita reconhece a fisionomia do Conde como se fosse seu pai. O Conde diz que ela era sua sobrinha, e que seu irmão havia sido morto por ciganos. Ela entende ser a única sobrevivente do ataque, passando a ser criada por Inigo. O Conde manda prender toda a comitiva do governador, e adota sua sobrinha dando uma bela festa junto com Lucien.




​Spartacus
 

​Bailado em três atos.

Música de Aram Khachaturian, coreografia de Yuri Grigorovitch.
Estreou em 1968 no Teatro Bolshoi de Moscou.
Estréia no Teatro Nacional de Brasília, Sala Villa-Lobos, em 7 de maio de 1968, na primeira récita do Ballet Bolshoi no Brasil.

Spartacus, morto em 71 a . c, foi chefe da revolta dos gladiadores contra Roma. Era trácio de nascimento e serviu nas tropas auxiliares do exército romano. Não querendo a servidão, desertou com um grupo de companheiros. Capturado, foi vendido em Cápula, e tornou-se gladiador. 

Formou uma conspiração com seus companheiros e fugiu à frente de setenta homens, aos quais se juntaram outros escravos. Colocaram-se no Vesúvio, em uma posição estratégica, de onde saíam para vencer os destacamentos mandado contra eles. 

O pretor Cláudio foi ataca-los mas vencido. Conseguiu a adesão de pastores e camponeses, atingindo, então, dez mil sob seu comando. Paulatinamente, crescia o exército de Spartacus, atingindo o máximo de setenta mil homens. A partir daí, as dissensões internas fizeram com que Spartacus sofresse um série de derrotas, e seu exército foi diminuindo. regência do maestro e compositor também de bailados Ricardo Drigo. 

Spartacus conseguiu atingir o Vale do Pó, pois pretendia deixa a Itália. No entanto, Crasso, enviado por Roma, foi, aos poucos, fazendo com que ele recuasse e voltasse para o Sul. Spartacus tentou em vão sublevar a Sícilia. Mesmo assim, ainda venceu dois generais de Crasso. Este último pediu auxílio ao Senado. Pompeu ocorreu em auxílio. Numa última batalha, Spartacus morreu heroicamente. Pompeu concluiu a campanha e recebeu todas as honras. 

Personagens: Spartacus; Crasso; Frígia; Egina e Gladiador.

O resumo que se segue é o que consta do programa da estréia brasileira: 

Ato I - A Invasão 

As legiões do Império romano, comandadas pelo cruel e pérfido Crasso, trazem a morte e a devastação para a vida pacífica. Todos os seus cativos são condenados à escravidão. Entre eles está Spartacus. Spartacus se vê privado de sua liberdade, mas não se abate. Orgulhoso e intrépido, o herói não imagina a sua vida na escravidão. 

Ato II - Encantamento 

Estamos nos jardins do palácio real, 16 anos depois. O rei proibiria, desde a profecia de Carabosse, fusos e agulhas em seu reino. Há uma dança em honra de quatro príncipes, que vieram da Inglaterra, da Itália, da Espanha e da Índia, a fim de pedir a Mão da Princesa Aurora. Cantalbutte, ao ver fusos nas mãos de alguns jovens, apressa-se a arrancá-los deles, lembrando a proibição real. Entram o rei e a rainha. O rei, ao ver os fusos, fica furioso, mas é acalmo pela esposa. Depois que os príncipes se apresentam, entra Aurora. Aurora é apresentada aos príncipes, seguindo-se o conhecido adágio da Rosa, quando a princesa dança com os quatro pretendentes. Depois, as danças das damas de honra e dos pajens. Uma velha encapuzada entra despercebida e oferece a Aurora um fuso de fios de várias cores. Aurora aceita, agita o fuso sobre a cabeça e espeta o dedo. Logo depois, cai ao solo. Ouve-se um estrondo, e Carabosse se revela como a velha, rindo triunfante e fugindo em seguida. A Fada Lilás aparece, manda que levem Aurora para o palácio e com sua varinha mágica, transforma o cenário numa floresta de árvores e flores. 

Ato III - A visão 

Cem anos depois numa clareira na floresta à beira de um riacho. O Príncipe encantado com amigos. Quando estes se vão, o príncipe fica só e demonstra sua tristeza. Surge a Fada Lilás, a quem o príncipe conta seus desgosto. A fada, numa visão, lhe apresenta Aurora, e o príncipe se apaixona por ela. Dança com Aurora e outras fadas. Acaba a visão. O príncipe se queixa à Fada Lilás, que promete levá-lo ao castelo, onde a bela adormecida espera um beijo de amor. 

Ato IV - O Despertar e o Casamento 

O grande salão do rei, envolto em pó e telas e aranha, num abandono de um século. No centro do salão, um esquife e dentro dele, a Princesa Aurora adormecida. Entram a Fada Lilás e o Príncipe. Este se aproxima da princesa e a beija docemente. Aurora desperta, e logo o salão se enche de luz, desaparecendo os vestígios de abandono. O esquife mergulha no chão, e o palácio ressurge em todo o seu esplendor. Todos despertam do sono de cem séculos. Segue-se a grandiosa cena do casamento. Desfilam todos os personagens dos contos de fadas infantis, com suas danças característica. Depois, o Príncipe Desiré e a Princesa Aurora executam um longo pas de deux. Concluído este, todos se juntam numa brilhante mazurca final, numa grande alegria.



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